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As profissões da era tecnológica e globalizada
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As profissões da era tecnológica e globalizada


O mundo moderno também tem espaço para profissões tradicionais, como padeiro

EPTV.com -


O mercado de trabalho no Brasil, ainda que com as limitações de um país em desenvolvimento, é mais amplo e diversificado do que se possa imaginar. Mas as vagas, afirmam especialistas, exigem cada vez mais profissionais sintonizados com as mudanças tecnológicas e com o mundo globalizado. Além das profissões consideradas promissoras e “do futuro”, como na área de computação e as novas ramificações do Direito, há carência no mercado de profissionais tradicionais, como padeiro, eletricista, chefe de cozinha e até pintor de parede.

“É um detalhe muito curioso, porque no Brasil quando se fala em profissão se associa a curso superior, o que é um absurdo”, diz Luiz Oliveira Rios, especialista em RH e professor convidado do Senac São Carlos, na área de gerenciamento estratégico e desenvolvimento empresarial. Mas as profissões simples também exigem cursos e especialização e o mercado descarta os que aprenderam apenas no “olhometro”. Um pintor, por exemplo, precisa entender a tecnologia de mistura de tintas que faz aparecer cores diversas e para usos específicos.

Na área técnica, há carência de profissionais para produção de indústria farmacêutica, metalúrgica e de peças. Em armazéns, para operador de empilhadeira, com curso em diferentes máquinas. Operadores de máquinas em usinagem, eletrônica, elétrica e mecânica também são bastante procurados.

Para a psicóloga Polyana Balducci, gerente da unidade Campinas da Luandre, uma das maiores empresas de Recursos Humanos do país, o conceito de associar profissão a curso universitário no Brasil é cultural. Mas, Segundo ela, esta realidade começa a mudar com a introdução no país das faculdades de curta duração, que oferecem cursos superiores de dois anos.

“A empresa está focando menos isso (o curso superior completo). Ela quer faculdade, mas não importa se é de 4 ou 2 anos”, afirma Polyana. Logística, RH e Marketing são alguns desses cursos já existentes no Brasil.

Nível superior

As profissões de nível superior também precisam se adaptar às necessidades do mundo moderno, como advogados e professores. Um advogado hoje que tem especialização em meio ambiente é bastante valorizado pelas corporações preocupadas em ser ecologicamente corretas, que conta ponto no mundo dos negócios. Ainda na área de Direito, entender a legislação que rege os mercados comuns, como o Mercosul, é considerada fundamental.

A vida moderna e sua conseqüente rotina estressante fez valorizar profissionais ligados, direto ou indiretamente, a área de alimentação. Nutricionista, químico industrial, engenheiro de alimentos, técnico agrícola e zootecnista estão na lista. As empresas buscam esses profissionais para adequarem seus produtos de forma a proporcionar qualidade de vida às pessoas, cada vez mais preocupadas com o que comem.

Também estão em alta Turismo, Engenharia de Materiais e Engenharia Aeronáutica. Este último teve a primeira turma formada pela USP de São Carlos este ano. Os profissionais já saem da faculdade empregados e disputados no Mercado, um reflexo do desenvolvimento do setor da aviação no mundo cada vez mais sem fronteiras. Um setor que serve de termômetro para o aquecimento dos demais, inclusive do próprio turismo.

Professor, a profissão por excelência e sonhada pelas crianças nos primeiros anos de escola, também começa a ganhar novos rumos no mundo moderno. O Mercado promissor para os que lecionam língua portuguesa, por exemplo, esta na área da lingüística, no desenvolvimento de jogos eletrônicos, com uma linguagem mais simples e acessível.

Até a profissão médica, uma das mais tradicionais e cobiçadas de todos os tempos, ganha novos contornos e mercados. As novas diretrizes para o desenvolvimento da saúde pública no Brasil “abre novas perspectivas de trabalho aos futuros profissionais… e novos objetivos de formação passam a ser necessários a este tipo de trabalho, tais como as dimensões sócio-ambientais do processo saúde-doença, a auto-aprendizagem e a capacidade de trabalho em equipe multiprofissional”, lembra o professor-doutor Gustavo Salata Romão, da Universidade de Ribeirao Preto (Unaerp) e da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar).
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