Criaturas da Balada
Pesquisadores científicos do INPAB (Instituto Nacional de Pesquisas Agito Brasil) finalizaram um estudo de P&D (Pesquisa e Desenvolvimento) sobre hábitos e comportamento de baladeiros em seu habitat natural. Os cientistas (Promoters, Djs, Músicos e webDesigners) concluíram que, assim como a natureza, a balada também é um ambiente de competição, e para sobreviver as criaturas baladeiras se adaptaram ao longo de décadas, desde os remotos anos 60, quando a música ainda era feita por humanos, até os tempos modernos de hoje. Confira.
Rockabilly - inspirados em seu espécime mais famoso, Elvis Presley, adoram roupas de couro, brilhantina, carros gigantescos com traseira em forma de rabo de peixe e lambretas barulhentas para conquistar suas mulheres caracterizadas pelo uso de vestidos longos e cabelos chanel. Dançam como loucos fazendo giros e malabarismos, freqüentemente atiram as mulheres para o alto em grande velocidade, e elas adoooram!
Roqueiros – Descendentes diretos dos Rockabillys, curtem o bom e velho Rock ‘n’ Roll. São sempre os mais paradões nas boates, contudo, possuem o estranho hábito de pular por horas a fio durantes shows de megabandas como Metallica e Iron Maiden. Fazem isto para poder respirar mais oxigênio em meio a multidão, para ver se encontram alguma metaleira perdina no show, para ver melhor a banda ou simplesmente por que a música deixa a moçada muito louca mesmo.
DJs - Estão numa fase intermediária da evolução da espécie! Trabalham com mesas de som digitais, controles de iluminação computadorizados e roupas futuristas, mas, por incrível que pareça, preferem trabalhar com discos de vinil! Apesar do paradoxo, fazem sucesso com as clubbers, patys e gatas de todo gênero. Lideram as baladas e comandam a moçada com ritmos e putz putz.
Punks - Figuras agressivas e anarquistas, abominam toda e qualquer forma de liderança, sejam governos, empresas, ONGs, etc! Seu maior rival é o DJ. O meio ambiente das boates é tão letal para eles quanto a luz do Sol é para um vampiro. Preferem lugares mais exóticos como bares undergrounds escuros freqüentados também por garotas from hell, suas melhores amigas.
PitBoys – Malhados e agressivos, vivem se pegando nas academias de Jiu-Jitsu e por isto é raro encontrá-los nas baladas, quando aparecem é para reparar no tipo físico dos seguranças, não representando, portanto, perigo para outras espécies. Já fizeram muito sucesso, mas perderam a auto-estima depois que Gabriel Pensador lançou a famosa música Sou Play Boy, revelando a verdadeira natureza sexual desta espécie em extinção.
As Preparadas – Mulheres malhadas e anabolizadas. Curtem funk, axé e pagode. Estão sempre em forma e podem até bater em você. Ao contrário de seus primos PitBoys, elas estão na balada para caçar e não são de brincadeira. Sempre fazem sucesso e atingem seus objetivos. Recomenda-se energético, cuidado e muita proteção emborrachada!
Caçadores(as) - Utilizam-se do mimetismo para se confundirem com o ambiente e poderem atacar suas presas na surdina. Freqüentemente se vestem de preto, são objetivos(as) e precisos(as) e seletivos(as). Escolhem suas presas com muito critério. Não gostam de amigos(as) que dizem que saem só para curtir, só para ficar de bem consigo mesmo ou só pra beber. Não gostam de perder tempo. Adoram as matérias “Não Caia na Roubada”, “Sexo e Balada” e “O Pior de 2002”. Fazem sucesso, raramente terminam com uma noite sozinhos. São uma ameaça para todas as demais espécies.
Clubbers – Mulheres que adoram música psicodélica criada por Djs igualmente alucinados. Vozes distorcidas ritmos e efeitos alucinantes soam como Beethoven para elas. Dançam se movendo de um lado para o outro e fazendo movimentos repetitivos com os braços. Parece que são movidas as pilhas alcalinas, não param! Normalmente terminam a noite sozinhas, pois, nenhum caçador é capaz de agarrá-las!
Um ecossistema completo, diversificado e complexo, com etnias, crenças e costumes de todo gênero. A beleza da balada é a sua diversidade, e tem lugar para todos! É, e sempre será motivo de controvérsia no meio pseudo-científico noturno, há gosto para tudo! Para se dar bem é fácil, não importa a qual espécie você pertença, acesse os sites da rede agitoBrasil, mantenha-se atualizado sobre o que há de melhor e pior e torne-se um especialista em baladas.
Boa balada!
Red Label.
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