Não há como negar que Feio vive a melhor fase de sua carreira. É a conclusão mais rápida que se pode chegar após a leitura da entrevista abaixo. Confira!
1) Antes de mais nada, queremos saber como foi sua última passagem pelo Japão?
Foi muito produtiva, apesar de ter tocado em apenas um club, mas estavam lá 800 pessoas, ou seja, club lotado. Acredito que agradei, pois dia 21 e 22 de julho estarei de volta para a terra do sol nascente, só que dessa vez para um festival.
2) Ás vésperas da 100ª Edição da XXXPERIENCE, como estão os nervos do Senhor Luiz Guilherme Sala, já que se trata de uma edição tão aguardada e histórica?
Primeiramente falando: “muito excitado”, pois fazer 100 festas não é para qualquer um, e ainda mais comemorando pela primeira vez fora do estado de São Paulo. Normalmente nossas festas no Rio de Janeiro sempre são calorosas e animadas, coisas típicas de uma população praiana e pronta para uma festa, mas a expectativa é grande, e só mesmo no dia é que saberemos como será a nossa 100ª edição, qualquer palpite agora é mera suposição.
3) E o álbum novo (Backwash), já está pronto? Conte-nos sobre o tracklist...
Bom, será um álbum duplo: um será mixado, com músicas totalmente diferentes e inéditas. O outro será editado, música por música, separadamente. A novidade é que do disco mixado qualquer pessoa poderá comprar separadamente a música na íntegra via internet. O tracklist vem com algumas novidades, como Atomiculture (Atomic Pulse + Protoculture), Strike Twice (Atomic Pulse + Ecoteck), Krunch, Ultravoice, Cosmic Tone, Solar System, alguns desconhecidos da massa, como Dejavoo, Spicies, Soundformer, Twilight e muitos brazucas, como Wrecked Machines, Mad Hatters, Lifestyle, Skulptor, Audio-X, Audio Cactus, Vibra, Cosmonet, além da parte “prog” do CD, com James Monro, Corejoy e dois remixes do Trautoniun (Eu + Cláudio Brio) para uma faixa do Corejoy e outra do S-Range. Mas ainda tem muito mais, aguardem para julho.
4) Na última entrevista você nos disse que, entre seus projetos, também estava montando um estúdio para produção própria... Como está?
Em plena construção, mas ainda vai demorar alguns meses, pois é um estúdio construído com a finalidade de se fazer música e não uma adaptação de um quarto que você tenha na sua casa. Ele possui a forma de diamante, com parede dupla, como um sanduíche. No meio existem materiais próprios para acústica, o chão é flutuante e o teto é revestido com material acústico também. Olha, eu não sei se terei capacidade de fazer uma musica à altura do meu estúdio, mas com certeza será a “menina dos olhos” de muitos produtores de música eletrônica.
5) Sobre seu projeto em parceria com o Cláudio Brio, “Trutonium”, vão rolar apresentações também ou por enquanto o ambiente de trabalho é só o estúdio?
Só temos uma música e mais dois remixes. Acho que ainda é cedo demais para falarmos nisso, mas a vontade existe, claro.
6) E a Áustria? Vai ser sua 1ª vez lá?
Sim, e pelo jeito uma das mais difíceis apresentações, pois quase 90% dos artistas do mundo estarão por lá tocando... (risos). Parece que tem mais um brasileiro escalado, mas ainda não sei quem é. É mais um desafio e espero me sair bem, como vem acontecendo nas minhas últimas apresentações.
7) Com todas essas atividades simultaneamente, ainda sobra tempo pro surf?
A coisa anda bem mais difícil. A última vez que surfei foi quando eu fui pra Floripa tocar um dia. Eu tenho uma prancha minha que eu já deixo por lá na casa de um dentista e ex-DJ, o Kauê. E recentemente estive em Fortaleza, só que as ondas estavam bem pequenas, daí não deu, já que o corpinho não é o mesmo dos meus 20 e poucos anos.
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